 {"id":523,"date":"2015-04-09T09:04:12","date_gmt":"2015-04-09T09:04:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www4.uma.pt\/cierl\/?page_id=523"},"modified":"2017-09-28T10:42:29","modified_gmt":"2017-09-28T10:42:29","slug":"opa-uma","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/cierl.uma.pt\/?page_id=523","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica em Psicologia Anomal\u00edstica &#8211; ICPA"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"http:\/\/www4.uma.pt\/cierl\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-1429 size-medium\" src=\"http:\/\/www4.uma.pt\/cierl\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01-298x300.jpg\" alt=\"ICPA_UMa_Logotipos-01\" width=\"298\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/cierl.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01-298x300.jpg 298w, https:\/\/cierl.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01-150x150.jpg 150w, https:\/\/cierl.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01-1016x1024.jpg 1016w, https:\/\/cierl.uma.pt\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/ICPA_UMa_Logotipos-01.jpg 1723w\" sizes=\"auto, (max-width: 298px) 100vw, 298px\" \/><\/a><\/h4>\n<p><strong>Autoria:\u00a0<\/strong>Virg\u00edlio Baltasar<\/p>\n<p><strong>Coordena\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Prof. Doutor Carlos Manuel Lopes Pires (Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra); Prof. Doutor M\u00e1rio Sim\u00f5es (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa); Prof. Doutor Bruno Cec\u00edlio de Sousa (Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra).<\/p>\n<p><strong>Institui\u00e7\u00f5es de acolhimento:<\/strong>\u00a0CIERL-UMa; Funda\u00e7\u00e3o BIAL.<\/p>\n<p><strong>Resumo<\/strong>:<\/p>\n<p>A Psicologia Anomal\u00edstica \u00e9 um ramo da Psicologia que recorre \u00e0 metodologia cient\u00edfica e aos conhecimentos da psicologia em geral, para compreender e explicar as experi\u00eancias \u00a0an\u00f3malas\/excecionais, usalmente designadas de \u201csobrenaturais\u201d ou \u201cparanormais\u201d (French &amp; Stone, 2013). Definimos uma experi\u00eancia an\u00f3mala como uma experi\u00eancia incomum ou que, embora seja vivenciada por uma quantidade consider\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o, acredita-se que se desvie da experi\u00eancia habitual e pare\u00e7a \u00a0dif\u00edcil de ser compreendida \u00e0 luz das explica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o comumente aceites e convencionadas pela comunidade cient\u00edfica, acerca do funcionamento do mundo\/realidade e do ser humano. As experi\u00eancias an\u00f3malas n\u00e3o dizem respeito \u00e0 anormalidade da natureza humana propriamente dita, mas a um estado de desconhecimento, pelo menos tempor\u00e1rio, por parte da ci\u00eancia, acerca de um conjunto de experi\u00eancias que desafiam o conhecimento cient\u00edfico atual (Carde\u00f1a, Lynn, &amp; Krippner, 2014).<\/p>\n<p>Segundo o modelo de Fach, Atmanspacher, Landolt, Wyss, e R\u00f6ssler (2013), as experi\u00eancias an\u00f3malas podem ser classificadas do seguinte modo: 1) Fen\u00f3menos Ambientais Excecionais (ex.: apari\u00e7\u00f5es, movimentos inexplic\u00e1veis dos objetos,sensa\u00e7\u00e3o de presen\u00e7a de entidades invis\u00edveis, etc.); 2) Fen\u00f3menos Internos Excecionais (ex.:ter vis\u00f5es; ouvir sons estranhos; experimentar sensa\u00e7\u00f5es incomuns, etc.); 3) Fen\u00f3menos de Conhecimento Excecionais (ex.: ter conhecimento de situa\u00e7\u00f5es de forma inexplic\u00e1vel; telepatia; (re)vivenciar situa\u00e7\u00f5es novas como se fossem familiares, etc.); 4) Fen\u00f3menos F\u00edsicos Excecionais (ex.: sentir que saiu ou abandonou o seu corpo; ter contato com entidades inteligentes n\u00e3o humanas; apresentar marcas ou feridas no corpo sem uma explica\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, etc.).<\/p>\n<p>. A psicologia anomal\u00edstica pretende constituir-se, a longo prazo, numa disciplina complementar ao campo da Psicopatologia e da Psicologia do Desenvolvimento ,ajudando a esclarecer em que medida uma experi\u00eancia \u00e9 ou n\u00e3o patol\u00f3gica, bem como o seu significado na hist\u00f3ria de vida do indiv\u00edduo. Deste modo, a investiga\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias an\u00f3malas tem implica\u00e7\u00f5es diretas no campo da Psicologia Cl\u00ednica e da Psiquiatria, contribuindo para o desenvolvimento de novas pr\u00e1ticas avaliativas e interventivas. O foco desta nova \u00e1rea est\u00e1 na viv\u00eancia subjetiva das experi\u00eancias relatadas, e n\u00e3o tanto no teste da validade consensual acerca da acorr\u00eancia eftiva ou real dessas mesmas experi\u00eancias (French &amp; Stone, 2013; Carde\u00f1a et al., 2014). N\u00e3o obstante, aceita a ocorr\u00eancia ou a exist\u00eancia efetiva das experi\u00eancias an\u00f3malas, sempre que a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica assim a demonstrar, e procura integrar esses dados com o significado psicol\u00f3gico inerente \u00e0s experi\u00eancias an\u00f3malas vividas pelas pessoas (French &amp; Stone, 2013).<\/p>\n<p>Projetos em curso<\/p>\n<p>O projeto \u201c<em>Exceptional human experiences: family background and early maladaptive schemas<\/em>\u201c pretende:<\/p>\n<ul>\n<li>adaptar o Questionnaire for the <em>Assessment of the Phenomenology of Exceptional Experiences <\/em>(PAGE-R) (Fach et al., 2013) para a popula\u00e7\u00e3o portuguesa;<\/li>\n<li>explorar a preval\u00eancia das experi\u00eancias an\u00f3malas numa amostra ampla e normativa, e aprofundar uma hip\u00f3tese etiol\u00f3gica de natureza desenvolvimental e cl\u00ednica; esta hip\u00f3tese postula que as experi\u00eancias an\u00f3malas se situam num espectro cont\u00ednuo entre a normalidade e psicopatologia, e que essas mesmas experi\u00eancias e a perturba\u00e7\u00e3o mental compartilham um conjunto de fatores pr\u00e9-m\u00f3rbidos\u00a0 (Kerns, kearcher, Raghavan, &amp; Berenbaum, 2014; Van Os, Linscott, Myin-Germeys, Delespaul, &amp; Krabbendam, 2009).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dura\u00e7\u00e3o do projeto: 2015- 2020<\/p>\n<p>Contacto: <a href=\"mailto:virgilio.baltazar@gmail.com\">virgilio.baltazar@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o sabe, n\u00e3o imite, pergunte pouco e n\u00e3o acredite muito; observe, pense e investigue.\u201d (AP, 2015).<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p>Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Psican\u00e1lise e Psicoterapia Psicanal\u00edtica (AP). (2015).\u00a0<em>Miss\u00e3o da AP<\/em>. Retirado de\u00a0<a href=\"http:\/\/apppp.pt\/a-associacao\/missao\/\">http:\/\/apppp.pt\/a-associacao\/missao\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carde\u00f1a, E., Lynn, S.J., &amp; Krippner, S. (2014). Introduction: Anomalous Experiences in Perspective. In E. Carde\u00f1a, S.J. Lynn, &amp; S. Krippner (Eds.),\u00a0<em>Varieties of Anomalous Experience: Examining the Scientific Evidence<\/em>\u00a0(2 ed., pp. 3-20). Washington, DC: American Psychological Association.<\/p>\n<p>Fach, W., Atmanspacher, H., Landolt, K., Wyss, T., &amp; R\u00f6ssler, W. (2013). A comparative study of exceptional experiences of clients seeking advice and of subjects in an ordinary population.\u00a0<em>Frontiers in psychology<\/em>, 65(4), 1-10.<\/p>\n<p>French, C. C., &amp; Stone, A. (2013).\u00a0<em>Anomalistic psychology: Exploring paranormal belief and experience<\/em>. Palgrave Macmillan.<\/p>\n<p>Kerns, J.G., kearcher, N., Raghavan, C., &amp; Berenbaum, H. (2014). Anomalous experiences, peculiarity, and Psychopathology. In In E. Carde\u00f1a, S.J. Lynn, &amp; S. Krippner (Eds.),\u00a0<em>Varieties of Anomalous Experience: Examining the Scientific Evidence<\/em>\u00a0(2 ed., pp. 57-76). Washington, DC: American Psychological Association.<\/p>\n<p>Van Os, J., Linscott, R. J., Myin-Germeys, I., Delespaul, P., &amp; Krabbendam, L. (2009). A systematic review and meta-analysis of the psychosis continuum: evidence for a psychosis proneness\u2013persistence\u2013impairment model of psychotic disorder. Psychological medicine, 39(02), 179-195.<\/p>\n<p>O trabalho desenvolvido pelo ICPA\u00a0poder\u00e1 ser acompanhado no seguinte s\u00edtio da internet:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/observatorioehe\">https:\/\/www.facebook.com\/observatorioehe<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autoria:\u00a0Virg\u00edlio Baltasar Coordena\u00e7\u00e3o:\u00a0Prof. Doutor Carlos Manuel Lopes Pires (Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra); Prof. Doutor M\u00e1rio Sim\u00f5es (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa); Prof. Doutor Bruno Cec\u00edlio de Sousa (Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Coimbra). Institui\u00e7\u00f5es de acolhimento:\u00a0CIERL-UMa; Funda\u00e7\u00e3o BIAL. 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